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Para ti que andas à procura da felicidade

"Tu não te tornas feliz perseguindo a felicidade. Tu tornas-te feliz ao viveres uma vida que tem significado" (Harold S. Kushner)

A ideia sobre felicidade está muitas vezes distorcida.

Quantas vezes já pensaste que vais sentir-te finalmente feliz quando fores promovida ou aumentada, quando libertares aqueles quilos que teimam em estar agarrados ao teu corpo, ou quando encontrares o par perfeito para te aquecer os pés à noite?
Quantas vezes já pensaste: ai seu eu “fosse…, tivesse…, pudesse…, fizesse…” ia ser mesmo feliz. Aí sim, eu ia ser feliz.

Sim, é verdade que vais sentir-te feliz por uns tempos quando isso acontecer, sem dúvida que vais, e é maravilhoso que assim seja.
Mas e quando tudo voltar a ser rotina de novo? Vais sentir necessidade de ir atrás de outras coisas que te tragam a tão desejada felicidade. Pode ser uma casa nova, roupa, outra relação, um trabalho novo, um filho…
E quando finalmente alcançares “esse novo” vais sentir-te feliz, por mais uns tempos. Claro que haverá conquistas que te trarão felicidade por mais tempo que outras, mas no fundo todas elas acabarão por, em algum momento, fazer-te sentir que ainda falta qualquer coisa para te sentires totalmente feliz.
Queres que eu te diga porque é que acho que isso acontece?
Porque estás à procura da tua felicidade em algo que é exterior a ti, em vez de a procurares dentro de ti.

“Dentro de mim Alda?! Como assim? Como é que eu encontro a felicidade dentro de mim?”
Respira fundo! Vou explicar-te porque penso assim e contar-te um pouco da minha busca pela felicidade.

Já houve uma altura em que lutava por um aumento, pois isso ia trazer-me muita felicidade; ou desejava o dia em que ia deambular pelas lojas a comprar roupa nova, que durante algum tempo me dava um prazer imenso vesti-la. Também achei que finalmente ia ser feliz quando tivesse uma relação e fosse mãe. Isso trouxe-me dois relacionamentos, que claro que me trouxeram felicidade e muitos bons momentos, mas acabaram por se transformar em algo que não era bom nem para mim, nem para outro.
E sim, um desses relacionamentos trouxe-me um filho, que amo com todas as minhas forças e agradeço todos os dias a bênção de ser sua mãe. O meu filho é sem dúvida um dos meus grandes mestres, a pessoa que mais me fez crescer e ser melhor pessoa todos os dias. Mas não é ele que me trás a minha felicidade.

Porque a felicidade que te estou a falar não é a felicidade efémera, tão promovida atualmente por tudo o que nos rodeia, basta ver 10 minutos de anúncios para percebermos isto!
Não te estou a falar de momentos fugazes de felicidade, que conforme chegam também vão logo embora. Atenção que com isto não estou a dizer que não é bom ter estes momentos de felicidade e alegria. Claro que sim, que são bons e importantes, mas se baseares o teu conceito de felicidade apenas neles, nunca vais conseguir sentir-te verdadeiramente satisfeita e feliz.

A felicidade que te estou a falar é algo mais profundo, que envolve o teu bem-estar físico, mental, emocional e espiritual. Podes também chamar-lhe de paz interior. É quele sentimento de equilíbrio, de alegria só porque estás viva, conectada com a VIDA. Esta felicidade vem de dentro de ti, do teu coração.

Deves estar a pensar: “Mas como raio é que eu faço isso?!”


Deixo-te algumas dicas que podes trabalhar:
✔ percebe que a felicidade não vem do exterior (quer sejam pessoas ou bens materiais);está em constante processo de autoconhecimento. Quanto mais conheces de ti, mais fundo vais e mais vai existir para conheceres (acredita que é mesmo assim!);
✔ aceita-te por inteiro AGORA, neste preciso momento. Com tudo o que amas em ti e com tudo o que não amas em ti (o que não invalida de todo que queiras mudar e melhorar, aliás a vida só tem mesmo sentido se quiseres ser cada vez mais a tua melhor versão);
✔ percebe que só tu és responsável pela tua felicidade (isto pode assustar, mas ao mesmo tempo dá-te poder, pois deixas de depender dos outros);
✔ encontra o teu propósito e cria um vida com mais sentido.

A busca desta felicidade é o que te vai fazer crescer e evoluir, é o que te vai fazer querer ser aquilo que vieste SER, porque está intimamente ligada ao teu propósito de vida. É no teu caminho de autoconhecimento, de trabalhares o teu amor próprio, no teu caminho de desenvolvimento pessoal, que tu vais conseguir chegar a esta felicidade. E por isso é que ela depende de ti e não dos outros!

Deixo-te esta questão para refletires: de que forma tens andado à procura da tua felicidade?
Lembra-te que, seja qual for a tua resposta, foi esse caminho que te trouxe até aqui hoje, que te trouxe a este momento, e este momento pode ser um ponto de viragem para ti. Por isso honra o teu caminho.
E lembra-te também que se precisares de ajuda estou aqui para ti!

Agarra o teu tempo

Como gerires o teu tempo e te sentires produtiva

Tenho a certeza que tens daqueles dias em que chegas ao fim do dia e pensas: “mas como é que já são estas horas e eu não fiz nada do que queria ter feito?”.
Ou então, que só de pensares em tudo o que precisas de fazer, te sentes tão assoberbada que só te apetece esconderes-te debaixo de um cobertor e aí ficar, quietinha, para ninguém dar por ti!

Pois hoje trago-te algumas técnicas que eu utilizo para me organizar e gerir o meu tempo, para que consiga ter tempo para tudo e tempo, também, para mim.

Se fores como eu, conheces bem a expressão de “não ter mãos a medir”! Aquela sensação que o dia tem 24h e o que tu tens de fazer é tanto que não vai chegar, que precisas de ser a mulher elástica ou então que um dia tenha 30h. Como nem uma coisa nem outra são possíveis, sentes-te muitas vezes a ficar completamente esvaída de energia, apetece-te baixar os braços e enterrares-te no sofá e “papar” uma série do princípio ao fim.
E muitas vezes lá ficas tu a procrastinar, sem agarrares o que tens de fazer.

E qua é a sensação?
–  não consigo fazer nada de jeito,
–  não me sei organizar,
–  nunca vou ter tempo para mim,
–  isto não tem fim,
–  quero fugir disto tudo.

Eu sei, eu também já me senti assim muitas vezes.
Por isso hoje vou falar-te de algumas das formas como consegui ultrapassar isso e sentir-me produtiva e dona do meu tempo.
Não há fórmulas mágicas, nem “a forma correta”. Tens de ir experimentando e vendo que se aplica mais a ti, à tua forma de ser e também à tarefa em si.

Organização
“Ó Alda, eu sou organizada, se vires a minha casa vais ver que está tudo organizado e arrumado”.
Sim, acredito que sim! E o teu dia, a tua semana, o teu mês, o teu ano, estão organizados?!

Organizares o teu dia, as várias tarefas que tens de fazer e pensar como e quando as vais fazer ajuda-te a perceber quando é melhor fazer o quê.
Prioritizar o que é essencial e o que é acessório e definires tempos para fazeres cada uma das coisas.
Daqui passa-se facilmente para a importância de organizar a semana, pois ao organizares o teu dia vais por vezes perceber que aquela tarefa que não é urgente que fique feita naquele dia tem de passar para outro, portanto precisas de ter uma visão mais alargada do tempo.
Podes dedicar uma hora do teu fim de semana a organizar a semana seguinte. Houve uma altura que dei por mim a ir às compras quase todos os dias (às vezes era mesmo todos os dias!), porque não pensava nas refeições que queria fazer ao longo da semana, pensava nisso a meio da tarde e depois faltava sempre alguma coisa. Já pensaste bem o tempo que eu desperdiçava a ir todos os dias às compras?!

Blocos de tempo
Quando organizas a tua semana e distribuis as várias tarefas pela semana, já estás a aplicar esta técnica: definir blocos de tempo para fazer as coisas.
Tu conheces-te, sabes quanto tempo demoras a fazer as coisas, portanto é fácil definires blocos de tempo para casa coisa. Claro que muitas vezes é necessário fazeres ajustes, trocar uma coisa pela outra e acrescentar algo imprevisto que surgiu. Mas se tiveres o teu plano semanal e os teus blocos de tempo definidos é fácil perceber para onde deslocar alguma tarefa.
Usa um apoio visual para isto, ou seja, para que não seja só uma organização mental. Basta ires a um motor de pesquisa e colocar “planner semanal”, vais ver a quantidade de resultados que vão aparecer. E também há as versões magnéticas de colocar no frigorífico (já usei esta para o meu filho organizar a semana dele, colocava-se os testes, TPC e ele assim via quando tinha que fazer o quê).
Acredita que se aplicares estas técnicas vais rentabilizar cada vez mais o teu tempo. Ao princípio pode ser mais desafiante e parecer que complica mais do que descomplica. É normal! É preciso ir apurando a técnica a adaptando-a à nossa forma de ser e à nossa vida, ir experimentando e testando, mas com o tempo tudo se torna mais fácil.

Agora vou falar-te de duas técnicas que já me ajudaram bastante a colocar-me em ação: a regra dos 5 segundos e a técnica do pomodoro. Conheces? Estas técnicas ajudam-te a focar no que precisa ser feito e parares com a procrastinação.

Regra dos 5 Segundos
Quem criou esta regra foi a Mel Robbins, podes ler o seu livro onde ela te explica tudo e te fala de muitos exemplos e testemunhos de pessoas que passaram a aplicar esta regra na sua vida. Mas eu faço-te aqui um resumo!
Ela conta que houve uma altura da vida dela em que se levantava sempre tarde, acabava por fazer tudo a correr e os filhos chegavam sempre atrasados à escola. Por mais que dissesse que no dia seguinte ia ser diferente, acabava sempre por fazer o mesmo e ficar na cama até à última… Um dia estava a ver televisão e viu o lançamento de um foguetão: 5, 4, 3, 2, 1… e lá vai ele em direção ao céu. Aquilo fez-lhe lá ressonância no tico e teco dela e ela pensou “tenho de passar a ser como um foguetão ao acordar, 5, 4, 3, 2, 1 – LEVANTAR”!
No seu livro ela mostra-nos como passou a aplicar esta técnica em muitas outras coisas da sua vida e como isso trouxe transformações maravilhosas.
Isto tem tudo a ver com o fazeres uma AÇÃO/MOVIMENTO e colocares o corpo na direção do que queres fazer. Por exemplo, estás sentada no sofá a ver uma série a pensar “tenho de ir fazer as camas de lavado…” (isto sou eu, não sei se estás a perceber!!!) e dizes “5, 4, 3, 2, 1 – VOU” e levantas-te e vais, naquele momento, tipo foguetão.
O facto de colocares o corpo em movimento vais dar informação ao teu cérebro de que é para mexer, de que é para agir. Pode parecer esquisito mas experimenta (mas experimenta à séria, não é dizeres “5, 4, 3, 2, 1 – VOU” e continuares sentada!)

Técnica do Pomodoro
Sabes o que é um pomodoro? Pois é isso mesmo, tomate em italiano!
Quem criou esta técnica foi Francesco Cirillo e consiste em utilizares um cronómetro para dividires o trabalho em períodos de tempo de 25 minutos, separados por pequenos intervalos. Ele chamou-lhe pomodoro porque utilizava aqueles relógios de cozinha em forma de tomate, que se rodam para marcar o tempo de cozedura! Hoje em dia não precisas de um relógio de cozinha, basta ires ao cronómetro do telemóvel.
Sabes para o que é que eu utilizo esta técnica? Para me focar no que estou a fazer.
Confesso que muitas vezes não cumpro os 25 minutos, faço mais tempo, mas defino um tempo. A lógica é durante o tempo que tu definiste estás a fazer AQUELA TAREFA, não páras, por exemplo, porque ouviste uma mensagem a chegar ao telemóvel e quando dás por ti já passaram 15min e ainda estás com o telemóvel na mão e tarefa feita não há.
Também me ajuda pensar que estou a fazer aquilo durante x tempo e depois tenho um intervalo de 10 minutos (sim, os intervalos são curtos, não é intervalos de tardes inteiras!)

Chegares ao fim do dia e sentires que foste produtiva, que o dia valeu a pena é possível.
Quantos mais dias terminarem e tu tiveres esta sensação, mais livre e confiante te vais sentir.

E sim, é mesmo assim!
E lembra-te do que te disse, ao início muitas vezes parece que só piora, que só complica. Só o hábito e a perseverança vão apurar estas técnicas e colocá-las ao teu serviço, ajudando-te a construíres a vida que queres.

E claro que o desafio que te deixo é aplicares, pelo menos, uma destas técnicas durante uma semana e me contares como correu. Até já!

Ter para ser VS. Ser para ter

Quatro formas de trabalhares a tua abundância

Qual é o segredo para ter uma vida abundante?
Tenho a certeza que já fizeste muitas vezes esta pergunta! Claro que tu, tal como eu, tal como toda a gente, que ter uma vida abundante.

E se eu te dissesse que isso depende mais do teu estado de espírito do que de outra coisa qualquer? Deves estar a pensar: “Agora é que ela se passou…, então a minha abundância depende do meu estádio de espírito? Eu quero é ter a abundância que o Bill Gates tem!”.
Sim, tem calma, respira fundo que vou explicar-te tudo.

Mas vou começar por te contar uma história. Já não me lembro exatamente onde a li, acho que foi num livro que li há bastantes anos. Não me lembro qual livro foi, mas lembro-me da história porque me marcou bastante na altura. Aqui vai.

Era uma vez um homem que andava em busca do segredo para ter uma vida abundante. Falaram-lhe de um mestre, que vivia no topo de uma montanha, que era a pessoa que em maior abundância vivia. Ao ouvir isto o homem decidiu vender tudo o que tinha, ficar apenas com aquilo que conseguia transportar numa mochila e pôr-se a caminho para conhecer esse mestre e com ele aprender o segredo para se ser abundante.

À medida que ia fazendo o caminho ia imaginando o esplêndido palácio onde este mestre vivia; a quantidade de criados que não deveria ter; a imensa biblioteca, cheia de livros com os mais valiosos ensinamentos; a coleção de carros magníficos. Quanto mais caminhava mais na sua cabeça ia crescendo todos os bens maravilhosos que o mestre deveria ter.

Até que chegou o dia em que finalmente o homem chegou à casa do mestre.

A recebê-lo encontrou um homem de sorrido largo, olhos brilhantes e uma simpatia que aconchegava a alma.

Mas o homem ficou completamente desiludido, pois encontrou uma casa bastante pequena, com apenas dois quartos, uma pequena cozinha e uma casa de banho. Num dos quartos havia uma cama, uma mesa de cabeceira e uma pequena cómoda; no outro quarto havia uma mesa, duas cadeiras, um sofá e uma pequena estante com alguns livros.

O homem não se aguentou e perguntou ao mestre:

– Como é que é possível tu ser tido como a pessoa que em maior abundância vive e não teres praticamente nada?

Ao que o mestre lhe respondeu:

– Tu também só tens essa mochila.

– Sim, mas eu estou aqui de passagem. – disse o homem.

– Eu também! – respondeu-lhe o mestre.

Grande chapada de luva branca, foi o que eu senti quando li esta história, mesmo assim daquelas bem dadas!

Pois é, a abundância não tem nada a ver com a quantidade de “coisas” que temos.

A abundância está dentro de ti e não no exterior. É um estado de espírito, que inclui felicidade, paz de espírito, amor, saúde, bons relacionamentos e também bens materiais. É sentires que, no fundo, tens uma vida plena e isso pode-se materializar de formas diferentes para diferentes pessoas. Por isso é que há pessoas que não têm bens materiais quase nenhuns, mas sentem-se extremamente abundantes.
E é por isso que muitas pessoas têm tudo o que o dinheiro pode comprar, mas continuam insatisfeitas e continuam sempre à procura de mais. Porque não sentem felicidade, não sentem paz de espírito, não sentem amor.

“Sim Alda, isso é tudo muito bonito, mas como é que eu consigo sentir-me abundante?”
Calma! Respira fundo… Vou falar-te de QUATRO FORMAS para trabalhares a tua abundância.

A primeira coisa a fazer é RECONHECER tudo o que tens. Quando eu digo “tudo”, é reconheceres mesmo TUDO.

Por exemplo, se estás a ler isto é porque tens um telemóvel, ou um computador, ou tablet. É porque tens acesso à internet (não interessa se tens dados ou wifi, se estás na tua casa, ou tens no teu trabalho. O que interessa é que tens acesso à inernet!) e tens eletricidade. Acredito que já tenhas tomado um banhinho quente hoje, por isso tens água e forma de a aquecer. Também já deves ter comido qualquer coisa, tens comida.
E podia continuar a listar a quantidade de coisas que tens. RECONHECE-AS!

A seguir, o que tu podes fazer é AGRADECER.
Agradecer tudo o que tens. E se o exemplo acima ainda não te convenceu do quanto és abençoada(o) por teres imensas coisas, vou dar-te mais uns exemplos!
Agradece teres um sítio abrigado para dormir, uma cama, um colchão, cobertores quentinhos para te aquecer, uma almofada fofinha onde pousar a cabeça.
Agradece teres roupas lavadas para vestir (isto incluiu agradecer teres forma como as lavar!), sapatos para calçar. E lembra-te que há 4 estações por ano, por isso agradece teres roupa quente e roupa fresca.
Agradece teres acesso à educação e saberes ler, escrever, fazer contas.
Agradece a todas as pessoas que já se cruzaram contigo na vida, pois trouxeram-te oportunidades de aprendizagem.
E mais uma vez podia continuar aqui com uma lista imensa!

Outra coisa que podes fazer para teres abundância é DOARES-TE.
“O quê Alda, doar-me?!”
Sim, isso mesmo. Dares de forma genuína sem estar à espera de algo em troca.
E há tantas formas de o fazer, tantas! Pode ser dares dinheiro ou bens para uma instituição, ou dares tempo para uma instituição. Pode ser dares atenção à colega que precisa de falar e desabafar; ajudares um amigo em alguma coisa que precise; fazeres as compras à vizinha velhinha; ou tomares conta do bebé pequenino da amiga para ela dormir; abraçar alguém que está a precisar de afeto.
É só estares com atenção ao que te rodeia que tenho a certeza que encontras dez mil formas de te doares.

Por último, trabalha o teu MERECIMENTO.
Só quando sentires que mereces é que vais ter! Sim, é isto mesmo que estás a ler.
Nunca te aconteceu quereres muito, muito uma coisa, e quando estás quase a alcançá-la vai tudo por água a baixo? É porque no fundo, dentro de ti, não sentias que merecias.
O merecimento tem muito que se lhe diga! A maior parte das vezes começa logo a ser castrado quando ainda somos crianças. Muitas vezes para sermos merecedores do carinho dos nossos pais precisamos de ter boas notas, o quarto arrumado, portarmo-nos bem, etc. etc. Depois vem a sociedade, a dizer-te que se queres ter amigos tens de fazer igual a eles, se queres ter sucesso tens de trabalhar de sol a sol, etc., etc.
Mas não comeces a culpar já os teus pais ou a sociedade por não te sentires merecedor(a) e não teres o que desejas! Os teus pais fizeram o melhor que podiam com o conhecimento e consciência que tinham; a sociedade é o que é (como eu costumo dizer ao meu filho, lá porque todos fazem tu não tens de ir fazer. Se todos se atirassem da janela tu também te atiravas?).
Hoje em dia estás crescidinha(o) o suficiente para trabalhares a tua consciência de merecimento. Sim, porque só tu podes trabalhar a tua noção de merecimento, mais ninguém o pode fazer por. Podem ajudar (e a maior parte das vezes o melhor é mesmo pedir ajuda, pois esta questão do merecimento tem muito que se lhe diga), mas quem vai ter de pôr as mãos na massa és tu!

 

A abundância, o sentires-te abundante, está intimamente relacionado com estas quatro questões.
Quando te sentires abundante vais sentir-te realizada(o), sentires que tens uma vida plena, sentires-te conectada(o) contigo, com a tua verdade e a tua essência. E aí sim, vais sentir que tens direito a ter tudo de bom que a Vida tem para te dar.

Se quiseres conta-me como sentes que está a tua abundância e o teu sentimento de merecimento. Estou aqui para te ajudar!

A magia para seres aceite pelos outros

Descobre o que precisas de fazer para que os outros te passem a aceitar e aprovar

Quantas vezes já procuraste a aprovação por parte dos outros?
Dos teus pais, parceira(o), colegas, chefe, amigos?
Quantas vezes sentiste aquela necessidade de pertenceres a um grupo e por isso até já fizeste algo que não te apetecia só para sentires que te aceitavam?

Pois é, tenho a certeza que te lembras de algumas desses situações.
Eu também tenho um rol delas na minha vida. Coisas tão simples como um grupo de amigos querer ir fazer determinada atividade que não tem nada a ver comigo, mas que eu com receio de me sentir excluída decido fazer, embora seja uma coisa que não gosto. Preferia anular-me e ir contra a minha natureza, só com medo que me excluíssem da próxima vez.

Todos nós temos este sentimento de pertença a um grupo, seja ele familiar, de trabalho, amizade, etc.
E está certo!
É suposto vivermos em sociedade, em grupo, em interajuda, em partilha. É suposto ajudarmo-nos mutuamente a crescer e a expandir, a sermos cada vez mais a nossa melhor versão (caso contrário vivíamos cada um no seu planetazinho!!)

Agora, o que não é suposto é deixares de ser TU para agradar os outros, perderes a tua individualidade, a tua autenticidade.

“Mas ó Alda os meus amigos não gostam de mim se eu me mostrar como sou…”.
Será? Será que não gostam?

Mas a verdadeira pergunta aqui é: e tu gostas de ti como és? E tu aceitas-te e aprovas-te exatamente como és?
Deves estar a pensar já numa série de coisas que não gostas em ti…
Então agora diz-me: como é que queres que os outros te aceitem tal como és se tu não te aceitas a ti própria(o)?!

Ah pois é!
Os outros só te devolvem o que pensas de ti. Ao mudares o que pensas de ti os outros vão também mudar a forma como te veem.

Só te consegues sentir bem contigo e com os outros, se te aceitares e se te aprovares a ti mesma(o) tal como és. Com tudo o que tens que gostas e que não gostas. Aceitares-te exatamente como és.
Atenção que isso não implica que não queiras mudar, que não queiras crescer, que não queiras ser melhor. Claro que podes sempre crescer e mudar, aproximar-te cada vez mais do melhor que podes ser.
No entanto, para te aceitares e aprovares a ti mesma(o) não precisas de ficar à espera de conseguir lidar com aquela situação, ter aquele trabalho, ter o peso ideal, ter aquele relacionamento, não te irritares…
Aceitares-te agora (sim agora, no preciso momento em que estás a ler isto) significa que vais aceitar o que gostas e o que não gostas, que te vais amar com a tua luz e a tua sombra.

E sim, antes que perguntes eu digo-te – É POSSÍVEL!
E posso dizer-te isso em primeira mão, porque eu também já estive aí. Eu também já olhei para mim e não gostava da maior parte do que via. E hoje olho-me ao espelho e digo de coração aberto “Amo-me e aceito-me exatamente como sou”.

Se consegui isto de um dia para o outro? Claro que não.
Foi aos poucos que me fui trabalhando, que fui mudando a forma como penso, que fui cada vez mais conectando-me comigo, com a minha essência, deixando vir à tona a minha verdade e a minha individualidade.
Se o trabalho está terminado? Claro que não!!!! Posso sempre ser cada vez mais a minha melhor versão. Como dizia a Louise Hay, é sempre possível amares-te mais.

Mas de facto, trabalhares o teu desenvolvimento pessoal aproxima-te da tua melhor versão. Tenho uma cliente que um dia me disse “Senti que foi efetivamente revelador, que agora olho à minha volta e que tudo é mais claro. Que tudo depende de mim e não dos outros e que eu tenho o poder de fazer acontecer”. E isto diz tudo!

Por isso pergunto-te: do que estás à espera para seres a tua melhor versão?!

Em modo de despedida deixo-te um exercício que usamos no Método Heal Your Life®:
– em frente a um espelho, olha-te nos olhos e inspira fundo algumas vezes e diz a seguinte afirmação, “Estou disposta(o) a aceitar-me exatamente como sou“, ou “É cada vez mais fácil amar tudo em mim“.
– durante o teu dia, sempre que vires o teu reflexo repete estas afirmações.

Desafio-te a fazeres isto durante alguns dias e se quiseres partilhar comigo como está a ser sabes onde me encontrar!

Como controlares as tuas emoções

Descobre como tomar conta das tuas emoções, em vez de serem elas a tomar conta de ti

Quem toma conta das tuas emoções?!
“Ai Alda…, às vezes são elas… Às vezes não me consigo controlar e ter a calma e o controlo que gostava de ter…”

Pois é! E se eu te dissesse que é possível seres tu a controlar as tuas emoções, sentires-te em paz, viveres uma vida com mais calma, teres assertividade nas decisões que tomas, não agires impulsivamente (e depois a maior parte das vezes arrependeres-te…!)?
Sim, é possível! E vou falar-te sobre isso já a seguir.

Antes vou-te falar um bocadinho do que é que são afinal estas coisas das emoções.
Sabes, vivemos no Planeta Terra, não sei se já tinhas reparado nesse pormenor! E com tal, aqui na Terra, existem muitas emoções. Umas consideradas positivas (que geram um sentimento agradável), outras consideradas menos positivas (ou tóxicas) e que provocam sentimentos desagradáveis. Vou dizer-te um segredo: É SUPOSTO SENTIRMOS TODO O TIPO DE EMOÇÕES.

“Como assim Alda? Eu não quero sentir-me triste, ou zangada(o). Quero sentir-me calma(o), alegre, em paz.”
Claro que queres, eu também quero. Mas não achas que é suposto, por exemplo, se alguém muito importante para ti deixar de estar na tua vida tu ficares triste? Claro que sim. Não achas que é suposto se alguém faz algo que te magoa tremendamente ficares com vontade de lhe bater e com raiva? Claro que é.
A questão é o que fazes com estas emoções, se as dominas e as libertas. Caso contrário elas vão-se acumulando dentro de ti e começam a provocar-te não só um mau estar psicológico, como podem provocar maus estares físicos.

Existem cinco emoções que são consideradas universais: o medo, a tristeza, a alegria, a raiva e o nojo. E se pensares numa criança pequenina conseguir imaginar facilmente a sua expressão em cada uma delas. Aliás o filme Divertida-Mente (Inside Out), da Disney, é baseado exatamente nestas cinco emoções e mostra bem a importância que todas elas têm na nossa vida (se ainda não viste este filme, aconselho vivamente).

A lista não fica por aqui, existem muitas emoções, muitas formas de as classificar e de agrupar.
Deixo-te aqui só alguns exemplos (tenho a certeza que consegues identificar algum momento da tua vida em que já as sentiste): Aceitação, Afeto, Angústia, Ânimo, Culpa, Deceção, Desespero, Entusiasmo, Esperança, Frustração, Gratidão, Motivação, Preocupação, Tédio, Vergonha.

E sim, é normal sentires isto tudo. Mas é importante promoveres as que geram sentimentos agradáveis e de bem-estar, e libertares as que provocam mau estar.
Para isso tens de as RECONHECER e ACEITAR. Tens de reconhecer e aceitar que estás com medo de enfrentar aquela situação complicada. Tens de reconhecer e aceitar que estás com raiva daquele teu colega que te irrita e tira do sério. Tens de reconhecer que há dias em que estás triste. E está tudo bem!

“Oh Alda, mas se eu reconhecer que tenho raiva de alguém não estou a ser boa pessoa. E se eu reconhecer que tenho medo não estou a ser forte.”
E se eu te disser que é exatamente o contrário?! Ao reconheceres as tuas emoções menos positivas estás a ser extremamente forte e verdadeira(o). Ao aceitares que elas existem dentro de ti, te estás a aceitar por inteiro.

Tu só consegues mudar aquilo que reconheces. Se não consegues ver/perceber o que que te está a deixar triste ou zangad(o), não vais conseguir mudar a forma como respondes a isso. É como se estivesses a querer limpar uma janela, mas não conseguisses ver onde está a sujidade, não dá, não é?!
Tens de aceitar que tens essa emoção (em vez de a pores para “debaixo do tapete”). Aceitares que estás triste, ou que estás sem motivação, que sentes raiva e mesmo assim continuares a amar-te.
Portanto, o primeiro passo se queres controlar e libertar essas emoções, construir uma vida mais calma, mais assertiva, em que sentes tranquilidade e equilíbrio, é reconhecer a aceitar as emoções que tens e depois libertá-las.

Como és que podes libertar, estás já aí a perguntar dentro da tua cabeça.
Há várias estratégias que podes utilizar. Não existe uma melhor que outra, tens de encontrar as que são certas para ti, ir experimentando e percebendo aquelas que melhores resultados têm.
Deixo-te alguns exemplos:
– respiração consciente;
– meditação;
– corrida;
– exercícios de libertação da raiva;
– trabalho de espelho;
– taças tibetanas;
– yoga;
– caminhadas na natureza;
– exercícios de visualização;
– trabalho com a criança interior.

O importante é que encontres (E APLIQUES!) as estratégias que melhor te servem. Há alturas que podem ser umas, outras vezes outras, e está tudo certo! Porque se de facto queres sentir-te equilibrada(o) e com controlo sobre as tuas emoções (e a tua vida!) tens de as trabalhar, tens de te conhecer, tens de te aceitar e amar por inteiro.

Se quiseres partilhar uma história tua e saber como podes lidar com ela escreve-me. Estou aqui para te ajudar!