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Agarra o teu tempo

Como gerires o teu tempo e te sentires produtiva

Tenho a certeza que tens daqueles dias em que chegas ao fim do dia e pensas: “mas como é que já são estas horas e eu não fiz nada do que queria ter feito?”.
Ou então, que só de pensares em tudo o que precisas de fazer, te sentes tão assoberbada que só te apetece esconderes-te debaixo de um cobertor e aí ficar, quietinha, para ninguém dar por ti!

Pois hoje trago-te algumas técnicas que eu utilizo para me organizar e gerir o meu tempo, para que consiga ter tempo para tudo e tempo, também, para mim.

Se fores como eu, conheces bem a expressão de “não ter mãos a medir”! Aquela sensação que o dia tem 24h e o que tu tens de fazer é tanto que não vai chegar, que precisas de ser a mulher elástica ou então que um dia tenha 30h. Como nem uma coisa nem outra são possíveis, sentes-te muitas vezes a ficar completamente esvaída de energia, apetece-te baixar os braços e enterrares-te no sofá e “papar” uma série do princípio ao fim.
E muitas vezes lá ficas tu a procrastinar, sem agarrares o que tens de fazer.

E qua é a sensação?
–  não consigo fazer nada de jeito,
–  não me sei organizar,
–  nunca vou ter tempo para mim,
–  isto não tem fim,
–  quero fugir disto tudo.

Eu sei, eu também já me senti assim muitas vezes.
Por isso hoje vou falar-te de algumas das formas como consegui ultrapassar isso e sentir-me produtiva e dona do meu tempo.
Não há fórmulas mágicas, nem “a forma correta”. Tens de ir experimentando e vendo que se aplica mais a ti, à tua forma de ser e também à tarefa em si.

Organização
“Ó Alda, eu sou organizada, se vires a minha casa vais ver que está tudo organizado e arrumado”.
Sim, acredito que sim! E o teu dia, a tua semana, o teu mês, o teu ano, estão organizados?!

Organizares o teu dia, as várias tarefas que tens de fazer e pensar como e quando as vais fazer ajuda-te a perceber quando é melhor fazer o quê.
Prioritizar o que é essencial e o que é acessório e definires tempos para fazeres cada uma das coisas.
Daqui passa-se facilmente para a importância de organizar a semana, pois ao organizares o teu dia vais por vezes perceber que aquela tarefa que não é urgente que fique feita naquele dia tem de passar para outro, portanto precisas de ter uma visão mais alargada do tempo.
Podes dedicar uma hora do teu fim de semana a organizar a semana seguinte. Houve uma altura que dei por mim a ir às compras quase todos os dias (às vezes era mesmo todos os dias!), porque não pensava nas refeições que queria fazer ao longo da semana, pensava nisso a meio da tarde e depois faltava sempre alguma coisa. Já pensaste bem o tempo que eu desperdiçava a ir todos os dias às compras?!

Blocos de tempo
Quando organizas a tua semana e distribuis as várias tarefas pela semana, já estás a aplicar esta técnica: definir blocos de tempo para fazer as coisas.
Tu conheces-te, sabes quanto tempo demoras a fazer as coisas, portanto é fácil definires blocos de tempo para casa coisa. Claro que muitas vezes é necessário fazeres ajustes, trocar uma coisa pela outra e acrescentar algo imprevisto que surgiu. Mas se tiveres o teu plano semanal e os teus blocos de tempo definidos é fácil perceber para onde deslocar alguma tarefa.
Usa um apoio visual para isto, ou seja, para que não seja só uma organização mental. Basta ires a um motor de pesquisa e colocar “planner semanal”, vais ver a quantidade de resultados que vão aparecer. E também há as versões magnéticas de colocar no frigorífico (já usei esta para o meu filho organizar a semana dele, colocava-se os testes, TPC e ele assim via quando tinha que fazer o quê).
Acredita que se aplicares estas técnicas vais rentabilizar cada vez mais o teu tempo. Ao princípio pode ser mais desafiante e parecer que complica mais do que descomplica. É normal! É preciso ir apurando a técnica a adaptando-a à nossa forma de ser e à nossa vida, ir experimentando e testando, mas com o tempo tudo se torna mais fácil.

Agora vou falar-te de duas técnicas que já me ajudaram bastante a colocar-me em ação: a regra dos 5 segundos e a técnica do pomodoro. Conheces? Estas técnicas ajudam-te a focar no que precisa ser feito e parares com a procrastinação.

Regra dos 5 Segundos
Quem criou esta regra foi a Mel Robbins, podes ler o seu livro onde ela te explica tudo e te fala de muitos exemplos e testemunhos de pessoas que passaram a aplicar esta regra na sua vida. Mas eu faço-te aqui um resumo!
Ela conta que houve uma altura da vida dela em que se levantava sempre tarde, acabava por fazer tudo a correr e os filhos chegavam sempre atrasados à escola. Por mais que dissesse que no dia seguinte ia ser diferente, acabava sempre por fazer o mesmo e ficar na cama até à última… Um dia estava a ver televisão e viu o lançamento de um foguetão: 5, 4, 3, 2, 1… e lá vai ele em direção ao céu. Aquilo fez-lhe lá ressonância no tico e teco dela e ela pensou “tenho de passar a ser como um foguetão ao acordar, 5, 4, 3, 2, 1 – LEVANTAR”!
No seu livro ela mostra-nos como passou a aplicar esta técnica em muitas outras coisas da sua vida e como isso trouxe transformações maravilhosas.
Isto tem tudo a ver com o fazeres uma AÇÃO/MOVIMENTO e colocares o corpo na direção do que queres fazer. Por exemplo, estás sentada no sofá a ver uma série a pensar “tenho de ir fazer as camas de lavado…” (isto sou eu, não sei se estás a perceber!!!) e dizes “5, 4, 3, 2, 1 – VOU” e levantas-te e vais, naquele momento, tipo foguetão.
O facto de colocares o corpo em movimento vais dar informação ao teu cérebro de que é para mexer, de que é para agir. Pode parecer esquisito mas experimenta (mas experimenta à séria, não é dizeres “5, 4, 3, 2, 1 – VOU” e continuares sentada!)

Técnica do Pomodoro
Sabes o que é um pomodoro? Pois é isso mesmo, tomate em italiano!
Quem criou esta técnica foi Francesco Cirillo e consiste em utilizares um cronómetro para dividires o trabalho em períodos de tempo de 25 minutos, separados por pequenos intervalos. Ele chamou-lhe pomodoro porque utilizava aqueles relógios de cozinha em forma de tomate, que se rodam para marcar o tempo de cozedura! Hoje em dia não precisas de um relógio de cozinha, basta ires ao cronómetro do telemóvel.
Sabes para o que é que eu utilizo esta técnica? Para me focar no que estou a fazer.
Confesso que muitas vezes não cumpro os 25 minutos, faço mais tempo, mas defino um tempo. A lógica é durante o tempo que tu definiste estás a fazer AQUELA TAREFA, não páras, por exemplo, porque ouviste uma mensagem a chegar ao telemóvel e quando dás por ti já passaram 15min e ainda estás com o telemóvel na mão e tarefa feita não há.
Também me ajuda pensar que estou a fazer aquilo durante x tempo e depois tenho um intervalo de 10 minutos (sim, os intervalos são curtos, não é intervalos de tardes inteiras!)

Chegares ao fim do dia e sentires que foste produtiva, que o dia valeu a pena é possível.
Quantos mais dias terminarem e tu tiveres esta sensação, mais livre e confiante te vais sentir.

E sim, é mesmo assim!
E lembra-te do que te disse, ao início muitas vezes parece que só piora, que só complica. Só o hábito e a perseverança vão apurar estas técnicas e colocá-las ao teu serviço, ajudando-te a construíres a vida que queres.

E claro que o desafio que te deixo é aplicares, pelo menos, uma destas técnicas durante uma semana e me contares como correu. Até já!