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Como controlares as tuas emoções

Photo by Abigail Keenan on Unsplash

Descobre como tomar conta das tuas emoções, em vez de serem elas a tomar conta de ti

Quem toma conta das tuas emoções?!
“Ai Alda…, às vezes são elas… Às vezes não me consigo controlar e ter a calma e o controlo que gostava de ter…”

Pois é! E se eu te dissesse que é possível seres tu a controlar as tuas emoções, sentires-te em paz, viveres uma vida com mais calma, teres assertividade nas decisões que tomas, não agires impulsivamente (e depois a maior parte das vezes arrependeres-te…!)?
Sim, é possível! E vou falar-te sobre isso já a seguir.

Antes vou-te falar um bocadinho do que é que são afinal estas coisas das emoções.
Sabes, vivemos no Planeta Terra, não sei se já tinhas reparado nesse pormenor! E com tal, aqui na Terra, existem muitas emoções. Umas consideradas positivas (que geram um sentimento agradável), outras consideradas menos positivas (ou tóxicas) e que provocam sentimentos desagradáveis. Vou dizer-te um segredo: É SUPOSTO SENTIRMOS TODO O TIPO DE EMOÇÕES.

“Como assim Alda? Eu não quero sentir-me triste, ou zangada(o). Quero sentir-me calma(o), alegre, em paz.”
Claro que queres, eu também quero. Mas não achas que é suposto, por exemplo, se alguém muito importante para ti deixar de estar na tua vida tu ficares triste? Claro que sim. Não achas que é suposto se alguém faz algo que te magoa tremendamente ficares com vontade de lhe bater e com raiva? Claro que é.
A questão é o que fazes com estas emoções, se as dominas e as libertas. Caso contrário elas vão-se acumulando dentro de ti e começam a provocar-te não só um mau estar psicológico, como podem provocar maus estares físicos.

Existem cinco emoções que são consideradas universais: o medo, a tristeza, a alegria, a raiva e o nojo. E se pensares numa criança pequenina conseguir imaginar facilmente a sua expressão em cada uma delas. Aliás o filme Divertida-Mente (Inside Out), da Disney, é baseado exatamente nestas cinco emoções e mostra bem a importância que todas elas têm na nossa vida (se ainda não viste este filme, aconselho vivamente).

A lista não fica por aqui, existem muitas emoções, muitas formas de as classificar e de agrupar.
Deixo-te aqui só alguns exemplos (tenho a certeza que consegues identificar algum momento da tua vida em que já as sentiste): Aceitação, Afeto, Angústia, Ânimo, Culpa, Deceção, Desespero, Entusiasmo, Esperança, Frustração, Gratidão, Motivação, Preocupação, Tédio, Vergonha.

E sim, é normal sentires isto tudo. Mas é importante promoveres as que geram sentimentos agradáveis e de bem-estar, e libertares as que provocam mau estar.
Para isso tens de as RECONHECER e ACEITAR. Tens de reconhecer e aceitar que estás com medo de enfrentar aquela situação complicada. Tens de reconhecer e aceitar que estás com raiva daquele teu colega que te irrita e tira do sério. Tens de reconhecer que há dias em que estás triste. E está tudo bem!

“Oh Alda, mas se eu reconhecer que tenho raiva de alguém não estou a ser boa pessoa. E se eu reconhecer que tenho medo não estou a ser forte.”
E se eu te disser que é exatamente o contrário?! Ao reconheceres as tuas emoções menos positivas estás a ser extremamente forte e verdadeira(o). Ao aceitares que elas existem dentro de ti, te estás a aceitar por inteiro.

Tu só consegues mudar aquilo que reconheces. Se não consegues ver/perceber o que que te está a deixar triste ou zangad(o), não vais conseguir mudar a forma como respondes a isso. É como se estivesses a querer limpar uma janela, mas não conseguisses ver onde está a sujidade, não dá, não é?!
Tens de aceitar que tens essa emoção (em vez de a pores para “debaixo do tapete”). Aceitares que estás triste, ou que estás sem motivação, que sentes raiva e mesmo assim continuares a amar-te.
Portanto, o primeiro passo se queres controlar e libertar essas emoções, construir uma vida mais calma, mais assertiva, em que sentes tranquilidade e equilíbrio, é reconhecer a aceitar as emoções que tens e depois libertá-las.

Como és que podes libertar, estás já aí a perguntar dentro da tua cabeça.
Há várias estratégias que podes utilizar. Não existe uma melhor que outra, tens de encontrar as que são certas para ti, ir experimentando e percebendo aquelas que melhores resultados têm.
Deixo-te alguns exemplos:
– respiração consciente;
– meditação;
– corrida;
– exercícios de libertação da raiva;
– trabalho de espelho;
– taças tibetanas;
– yoga;
– caminhadas na natureza;
– exercícios de visualização;
– trabalho com a criança interior.

O importante é que encontres (E APLIQUES!) as estratégias que melhor te servem. Há alturas que podem ser umas, outras vezes outras, e está tudo certo! Porque se de facto queres sentir-te equilibrada(o) e com controlo sobre as tuas emoções (e a tua vida!) tens de as trabalhar, tens de te conhecer, tens de te aceitar e amar por inteiro.

Se quiseres partilhar uma história tua e saber como podes lidar com ela escreve-me. Estou aqui para te ajudar!