fbpx

Como conjugar o verbo perdoar

Sabias que o perdão é um presente que dás a ti mesma?

 

 

O tema do perdão é dos mais desafiantes para trabalhar, sem dúvida.
Podia escrever um livro sobre isso, mas não é esse o meu objetivo. Quero apenas que percebas a importância do perdão na tua vida, para deixares de estar agarrada ao passado e viveres no presente.

Depois de leres este artigo vais acreditar que é possível libertares esse peso que tens dentro de ti e ficares com o coração mais leve. Vais ver que o amor por ti própria aumenta sempre que consegues libertar e perdoar os outros e a ti própria também.

Para começar, quero dizer-te que perdoar não significa aceitares que foi correto o que te fizeram, não é nada disso.
Perdoar significa que não permites mais que aquilo que te fizeram te perturbe, não permites mais que esse acontecimento/pessoa tenha poder sobre ti.

Podes sentir que há coisas que são impossíveis de perdoar.

Sim, há situações que são bastante desafiantes. Há, de facto, acontecimentos bastante dolorosos, em que é necessário fazermos trabalho de perdão durante algum tempo. Ou então ir trabalhando por fases, tirando uma camada da cebola de cada vez: agora tiras uma camada, daqui a um tempo outra, passado mais algum tempo outra… Vai chegar uma altura que percebes que estás pacificada.

 

Todos nós temos as nossas cebolas.

Eu também tenho as minhas!

Em tempos vivi um relacionamento que não terminou da melhor forma, tendo havido mesmo alguma violência. Durante muito tempo vivi amargurada e revoltada, sempre que pensava nisso vinha ao de cima uma grande raiva. A situação e, por conseguinte, o meu ex-companheiro, ainda tinham poder sobre mim. Quando comecei a fazer o meu trabalho de desenvolvimento pessoal e espiritual, sempre que se trabalhava o perdão, lá aparecia ele!

Fiz muito trabalho sobre esta parte da minha vida, de diferentes formas e em diferentes alturas. Aos poucos fui libertando a raiva e a dor foi passando. Achei que já estava apaziguada, pois quando recordava tudo o que passei já não tinha nenhuma emoção associada, aquilo já não tinha poder sobre mim. Até ao dia em que dei de caras com o meu ex-companheiro e percebi que a cebola ainda tinha uma camada de casca para tirar. Mas achas que fiquei chateada com isso? Não fiquei, pelo contrário, agradeci! Agradeci ter-me sido mostrado o que ainda precisava de trabalhar para não ser a Alda daquele tempo, uma Alda que não se amava e não se respeitava. Portanto, arregacei as mangas e atirei-me ao trabalho de perdão.

 

E se para mim é possível, para ti também é.

Todos temos as nossas cebolas, mas todos as podemos descascar, muitas vezes com umas lágrimas à mistura, mas faz parte do processo de libertação!

 

Por isso é que O PERDÃO É UM PRESENTE PARA TI MESMA. É algo que dás a ti própria, tem muito mais a ver contigo do que com o outro.

Estás a ver aquela pedrinha que tens no sapato, que muitas vezes não dás bem por ela, mas chegas ao fim do dia e percebes que tens uma ferida no pé? Seria só burro não tirar essa pedra do sapato, não achas?!

Com o perdão é exatamente a mesma coisa.
Não te permitires perdoar significa que escolhes caminhar todos os dias com essa pedra no sapato. Quem está a caminhar com a pedra a magoar o pé és tu, não o outro. O outro até pode nem ter noção de que tu andas com essa pedra.

E quando tiras a pedra do sapato mas insiste em colocá-la num saco?!
Chega a um ponto que o saco é enorme, cheio de pedras, umas pequeninas, outras maiores, outras verdadeiros pedregulhos. E lá andas tu, com um saco às costas enorme, que nem Pai Natal. Mas em vez de teres o saco cheio de presentes, tens o saco cheio de velhos ressentimentos.
Achas que consegues viver o presente se insistes em carregar um saco cheio do teu passado? Não achas que é muito fácil avançar mais leve e livre?

 

Não perdoares mantém-te presa ao passado, não te permite viver verdadeiramente o presente e, por conseguinte, não te permite construir o futuro que desejas.

LEMBRA-TE:

– perdoar não significa aceitar que o outro agiu corretamente. Significa que não permites que isso tenha mais poder sobre ti (eu continuo a achar que as ações do meu ex-companheiro foram incorretas, mas ter perdoado significa que não fiquei lá atrás, presa ao passado e a permitir que isso tivesse poder sobre a minha vida no presente);
– perdoar não significa que tens de ficar amiga de quem te magoou. Significa que já não lhe dás mais poder, és tu que a detentora do teu poder;
– perdoar não significa que o outro tem de te pedir desculpa (até porque muitas vezes isso já não é possível). O maior trabalho de perdão é feito no teu coração;
– quem mais ganha com todo este processo és tu!

 

Um dos pontos da filosofia da Louise Hay é: “O perdão abre as portas ao amor”!

A primeira vez que o li não percebi muito bem o que ela queria dizer, confesso. Mas é pura verdade.
Se mantiveres dentro de ti raiva, rancor, ódio, não é possível amares-te verdadeiramente.

“Mas Alda, então para me amar verdadeiramente tenho de deixar de sentir zanga ou raiva quando me fazem mal?”
NÃO! Não é isso que eu estou a dizer. É importante que sintas essas emoções se alguém age contigo de forma incorreta, digo mesmo que é absolutamente necessário. É sinal que te respeitas, que tens consciência que não é suposto aquilo estar a acontecer. O que eu quero dizer é que é preciso libertares essas emoções para que possas dar lugar ao amor. Falei sobre este tema aqui.

Isto leva-nos a outro ponto muito importante sobre o perdão. Sabes qual?
PERDOARES-TE A TI PRÓPRIA!

Muitas vezes a pessoa a quem mais tens de perdoar é a ti mesma.
É o que eu chamo o chicote do “devia”: devia ter feito isto, não devia ter feito aquilo, devia ter mais paciência, não devia gritar com os meus filhos, devia dar mais atenção àquela amiga, devia levantar-me mais cedo, devia ser mais assim, não devia ser tão assado, devia…, não devia…, devia…, não devia…
Faz-te lembrar alguém?!
A mim faz-me: Olá, eu sou a Alda, uma “devia em recuperação”! Hoje com muito mais consciência dos meus devias, de como os trabalhar e, sem dúvida, com muito mais amor por mim própria.

“Mas Alda, como é que eu posso trabalhar o perdão, aos outros e a mim? Isso parece tão difícil…”.
Não te vou mentir, perdoar não é como ligar um interruptor. É um caminho que se vai fazendo.

 

Deixo-te quatro pontos que considero essenciais:

– percebe que é um presente para ti, teres esta consciência é essencial. Como diz a Louise Hay, “nós podemos libertar o passado e perdoar a toda a gente”;
– está disposta a perdoar, verdadeiramente disposta a libertares essas pedras que tens dentro de ti;
– se sentires que não consegues sozinha, pede ajuda;
– trabalha de forma consciente, se decidires que queres mergulhar, não fiques só por molhar o pézinho!

 

E deixo-te ainda uma reflexão: podemos manter-nos a vibrar numa energia de zanga e de ódio ou numa energia de amor. Se decidirmos que queremos vibrar numa energia de amor, como já te disse, não significa que deixamos de sentir raiva, significa que escolhemos acolher essa emoção e libertá-la.
Se todos nós fizermos este trabalho, se cada um de nós se comprometer a elevar a sua energia para uma vibração de amor, já pensaste em que energia o mundo vai começar a vibrar?

O que é afinal isso da Leitura de Aura

Conecta-te contigo, com o teu eu mais profundo e eleva-te

Queres saber o que uma Leitura de Aura pode trazer para a tua vida?
Como pode ser impactante e levar a mudanças que te trazem uma vida mais alinhada com a tua verdade e com o teu propósito?
Então isto é mesmo para ti!

Já sentiste que, à primeira vista, parece estar tudo bem com a tua vida, mas tu sentes tudo de pernas para o ar? Não te sentes propriamente feliz e cheia de energia, como seria suposto? Antes pelo contrário, sentes-te amorfa, apática e sem iniciativa?
Eu já! Era assim que estava há mais ou menos 10 anos.

Não posso dizer que a vida me corresse mal: tinha um trabalho relativamente estável, que me dava um ordenado que não era enorme, mas que me permitia viver descansada e com alguma qualidade de vida; o meu filho tinha cerca de 2 anos e enchia os meus dias e o meu coração de alegria; tinha bons amigos; ok, a minha relação com o pai do meu filho já tinha visto melhores dias, mas de resto podia dizer que a vida me corria bem.
Mas não era assim que eu me sentia… Na verdade, às vezes sentia o peito tão apertado que me dava vontade de gritar, não tinha energia e sentia-me a arrastar, a vida não me fazia sentido, não podia ser só aquilo…

Até que chegou o dia!
O dia em que, quando agora olho para trás, considero que a minha mudança começou.

Tinha combinado jantar com a minha grande amiga desde os 16 anos, a minha companheira de alma. Ela estava atrasada, o que é MUITO incomum nela.
Quando finalmente apareceu, explicou-me que se atrasou porque tinha ido fazer uma LA. “Foste fazer o quê?!!” – foi a minha reação. Nunca tinha ouvido falar em tal coisa.
Claro que todo o jantar foi passado com ela a contar-me ao pormenor o que tinha sido, e como tinha sido, a Leitura de Aura
Fiquei abismada, literalmente abismada! EU TINHA DE IR FAZER UMA TAMBÉM.
Até esse dia, não era nada dada a terapias alternativas, ou terapias energéticas, como lhe queiras chamar. Nunca tinha feito nada do género. Mas senti, com todas as minhas células, que tinha de ir fazer uma. Hoje sei que era a minha intuição a falar e, felizmente, eu fiz-lhe a vontade.
No dia seguinte estava a marcar a dita Leitura de Aura.

O abençoado dia chegou!!
E se eu tinha ficado abismada com a descrição da Leitura de Aura da minha amiga, mais abismada fiquei com a minha!
Como era possível uma pessoa que não me conhecia de lado nenhum saber tanto de mim?!

Saí de lá leve como uma pluma, parecia que me tinham tirado toneladas de cima (e na realidade, com a limpeza de energia que foi feita durante a Leitura de Aura, tiraram mesmo), com a minha energia completamente revigorada. Na minha cabeça estavam a rodopiar as muitas mensagens que tinha recebido, algumas fizeram-me logo sentido, outras só passado algum tempo as entendi.

Esta minha primeira leitura foi, sem dúvida, um ponto de viragem para mim, para a minha vida, para aquilo que sou hoje.
Mas isso só aconteceu porque eu me coloquei em ação, predispus-me a trabalhar os meus medos e as minhas limitações e a abraçar quem sou de verdade.

Mas Alda, afinal o que é isso da Leitura de Aura?

Aura é o nome que se dá ao campo de energia que rodeia o teu corpo físico. Essa energia traduz a nossa essência e afeta o nosso modo de vida, de ver as coisas e o nosso pensamento. A Aura é, no fundo, o teu espírito. E o que se passa numa leitura é tão simples como uma conversa, em que o teu espírito te vai dar uma série de mensagens, que considera que são importantes ouvires naquele momento (a leitura de aura refere-se sempre ao momento presente).

Tem sempre como objetivo maior ajudar-te a tornares-te mais consciente, mais conectada contigo, com o teu coração e com o Divino (seja o que for o Divino para ti).
Ou seja, as mensagens que recebes são sempre neste sentido, do que está a bloquear a tua conexão com a tua verdade, com a tua essência e do que é que podes fazer para alterar isso.
Ao mesmo tempo é feita uma limpeza da tua energia estagnada. Por isso é que é muito comum no final de uma Leitura de Aura as pessoas dizerem “sinto-mo muito mais leve”.

A Leitura de Aura permite-te aceder a um conjunto de informações que te vão ajudar a fazer escolhas mais conscientes, de acordo com quem és, com a tua verdade, com a tua essência.
A escolha do que depois fazes com a informação que recebes é tua.
Se não fizeres nada, se colocares tudo “para debaixo do tapete”, vais continuar na mesma.
Mas, se pelo contrário decidires arregaçar as mangas e trabalhares-te, as mudanças vão acontecer.

Ficaste curiosa?
Marca já a tua Leitura de Aura!

Se quiseres ler na primeira pessoa, testemunhos de quem já o fez, podes ir aqui.

O que está a consumir a tua energia

Como a tua casa pode estar a trabalhar contra ti

Neste momento estamos, ainda, em pleno confinamento há já algum tempo….
Podes estar em casa a solo, podes estar em casa a dois, ou podes estar em casa a quatro com mais um cão e um gato como eu 😂. E isto 24h sobre 24h.
Qualquer que seja a tua situação, é uma situação desafiante com certeza.
Estamos, volto a repetir, 24h sobre 24h na mesma casa.

Já pensaste que a tua casa pode estar a drenar a tua energia (e a de todos que a habitam)?
Sim, é verdade.

Por isso torna-se tão importante identificares o que pode estar a consumir a tua energia. Pode ser um canto da sala, a cómoda do quarto, aquela estante que desvias o olhar quando passas por ela, a arrecadação, um armário na cozinha.
Seja o que for, o que está a acontecer é que está aí energia estagnada, que em nada está a contribuir para o fluir da tua vida. Coisas acumuladas trazem a energia do que está inacabado, de problemas que tens para resolver. É como se andasses sempre com um saco às costas, tipo Pai Natal, só que não acartas presentes bons, mas sim presentes envenenados.

Mudei-me há mais ou menos 3 meses. Não sei se já alguma vez fizeste mudanças, acredito que sim e que sabes como é que é desafiante encaixotar e desencaixotar… 99% dos caixotes estão arrumados, mas há ainda 1% que está simplesmente atirado para dentro de um roupeiro porque na altura não era urgente e lá foi ficando.
A verdade é que sempre que abro aquele roupeiro sinto um arrepio a percorrer-me o corpo, sinto-me desconfortável o meu mood fica logo alterado.
(Nota interna: Alda Maria, todos os dias arrumas pelo menos uma coisa, por mais pequenina que seja. Está o compromisso feito!)

Outro exemplo meu que te posso dar, o quanto é importante para mim ter o escritório arrumado.
O escritório é, sem dúvida, o local onde passo mais tempo. Se me descuido é muito fácil começar a ficar desorganizado, com pilhas de papéis, livros espalhados, aquela “coisa” que não sei muito bem onde colocar e “atiro” para o escritório “até encontrar o melhor sitio para a guardar” e quando dou por isso já há várias “coisas” à espera de sítio!
Felizmente, já há algum tempo, que percebi o quanto isso afeta a minha energia e bloqueia o meu trabalho. Por isso, agora, quando começo a ver uma pilha a querer começar a formar-se, dou logo cabo dela.
Quando ainda estava na outra casa, havia fases em que eu não conseguia trabalhar, sentia-me bloqueada, queria produzir, mas não conseguia. Até que chegava o dia em que eu começa numa ponta a arrumar e só acabava quando chegava à outra ponta. Por vezes até alterava a disposição dos móveis. Bem, nem imaginas a lufada de ar fresco que eu sentia dentro de mim e nos dias seguintes o trabalho fluía de uma forma extraordinária.

É incrível como tratar das coisas que consomem a nossa energia melhora não só o nosso bem-estar físico, mas também o nosso bem-estar mental e emocional.

E vou-te dar ainda outra razão para atacares o tal canto da sala, a cómoda do quarto, a estante do corredor, a arrecadação ou armário na cozinha. Abrires as portas ao novo!

Quando tens muitas coisas acumuladas que já não servem a tua vida, não estás a dar espaço para que o novo entre, não estás a dar espaço para que novas oportunidades cheguem à tua vida. Para o novo entrar, o velho tem de sair. Pensa no que é costume fazer-se na passagem de ano: muitas vezes dedicamos algum tempo a definir o que queremos deixar no ano velho e no que queremos acolher no novo ano. É exatamente a mesma coisa. Se continuas agarrada a coisas velhas, que neste momento já não são o espelho de quem tu és e do que queres na tua vida, não estás a dar espaço para que chegue à tua vida aquilo que neste momento queres, não só em termos físicos, mas em termos energéticos também.
“Ó Alda, mas são muitas recordações, de momentos que vivi e que foram bons, não consigo desfazer-me, parece que estou a deitar partes de mim fora…”.

Sim, é verdade. Há determinadas “arrumações” que são mais fáceis que que outras. Mas as perguntas continuam a ser:
– O que queres construir na tua vida AGORA?
– Quem é que tu queres ser AGORA?
– Que tipo de relações queres ter AGORA?

 

Para construirmos um “novo eu” temos sempre que deixar ir partes do “velho eu”. E está tudo certo!
Volto a perguntar-te: quem queres ser AGORA?! É este o desafio que te deixo.
Reflete sobres estas questões e permite-te abrir as portas ao novo, abrir as portas para criares a vida que queres, uma vida com mais sentido!

Em busca da luz…

... E da sombra também!

Não me mostres o teu lado feliz
A luz do teu rosto quando sorris
Faz-me crer que tudo em ti é risonho
Como se viesses do fundo de um sonho
(…)
Toda a alma tem uma face negra
Nem eu, nem tu, fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
Mostra-me o teu lado lunar
(Rui Veloso – Lado Lunar)

Tenho a certeza que conheces esta música, até se calhar já estás a cantarolar na tua cabeça!
Pois é, o Rui Veloso está exatamente a falar do nosso lado sombra. Aquela parte de nós que temos tendência para esconder, não só dos outros, mas muitas vezes de nós mesmas também.

Dentro de ti (dentro de TODA A GENTE) existe luz e existe sombra. E está tudo certo que assim seja.
Aliás, só pode ser assim. E é isso que nós trás, não só equilíbrio, mas também formas de crescimento.

“Oh Alda, mas a minha sombra às vezes é mesmo feiazinha…”
Pois claro que é! A tua, a minha e a de toda a gente. Mas a minha sombra faz parte de mim, é um bocado do meu Ser, por isso, se me quero amar por inteiro (e eu quero), amo também a minha sombra.
Mas isto não invalida que a trabalhe.

Aprendemos imenso quando nos predispomos a trabalhar a nossa sombra, quando enfrentamos os medos, irritações, fúrias, culpas e tudo o que queremos esconder que temos dentro de nós.
Provavelmente estás a pensar: “Mas isso dói muito”. Não te vou mentir, dói… Às vezes pouco, às vezes muito. Mas quando consegues aceitar quem és por inteiro tornas-te muito mais forte e resiliente, a tua autoestima aumenta e sentes-te mais inteira e completa. E isso não tem preço.

“Mas quando eu às vezes mostro um bocadinho da minha sombra à minha família, aos meus amigos ou aos meus colegas, sou olhada de lado. Os outros não querem saber…”
Percebo-te perfeitamente!
Em criança vivia com uma faca pendurada por cima da cabeça. Tinha de ser uma menina bem comportada, que não levantava ondas, que não fazia barulho, que não contrariava os mais velhos. Se me desviasse deste tipo de comportamento a faca soltava-se, o que na prática significava que a minha mãe ficava doente e a responsabilidade era minha. Estás a imaginar o duro que é para uma criança o sentimento de culpa de a mãe estar de cama por causa dela, do seu comportamento?
Claro que daqui passei a ser a adolescente revoltada, a jovem que se sentia incompreendida e a adulta que fazia (quase) tudo by the book, que era para continuar a não criar ondas e ninguém dar por mim.
Mas quando EU dei por mim, tinha quase 40 anos e, embora tivesse tudo na vida para ser feliz, sentia-me completamente vazia, sem saber quem era e o que queria. Já te sentiste assim?
Sem perceber muito bem como (hoje sei que, felizmente, me deixei guiar pela minha intuição) fui começando um caminho de autodescoberta, em que tive de olhar de frente para as minhas sombras (aquelas que desde criança fui levada a esconder) e enfrentar também a minha luz (que muitas vezes é bem mais doloroso).
Perguntas-me se cheguei ao fim do caminho. Claro que não!
Mas hoje conheço-me muito melhor do que há uns anos atrás, aceito-me como sou e, quanto mais me conheço, percebo que mais há para conhecer! Quando mais cresço e me torno melhor pessoa, mais posso crescer e ser ainda melhor pessoa, com a minha luz e a minha sombra. E este caminho é infinito, o que traz uma magia maravilhosa à Vida!

Podes achar que para ser melhor pessoa, o mais importante é trabalhares a tua luz. E sim, é verdade, tens de trabalhar a tua luz, mas não te podes esquecer de trabalhar a tua sombra também.
Queres saber porquê?

Quando se trabalha muito a luz, esta vai obviamente aumentar. Quanto a luz aumenta, a sombra também aumenta, é proporcional. Por isso é que quando por vezes estamos a fazer um trabalho para elevarmos a nossa luz, nos tornarmos mais positivas, parece que tudo corre mal e sentimos que em vez de andarmos para a frente estamos a andar para trás. Parece que fica tudo de pernas para o ar.
É normal, é mesmo assim, se a luz aumenta, a sombra que essa luz provoca também aumenta. Por isso é tão importante trabalhar não só a nossa luz, como também a nossa sombra.
No Método Heal Your Life® é exatamente isto que fazemos. Fazes um profundo trabalho sobre emoções, perdão, libertação do passado, ao mesmo tempo que trabalhas na mudança de velhas crenças que já não te servem e as substituis por crenças que te elevam. Só assim consegues trabalhar de forma mais consciente quem és e quem queres Ser.

Deixo-te estas questões para refletires e para te desafiar a ir mais longe:

  • Estás predisposta a conhecer a totalidade de quem és?
  • Consegues identificares as tuas sombras?
  • De onde elas vêm, porque apareceram, em que é que te têm ajudado ou prejudicado?
  • Estás disposta a libertares o passado e a perdoares (a ti e aos outros)?

Torna-te mais forte e mais verdadeira!
Sê quem vieste SER e cria uma vida com mais sentido!

PS – Se quiseres partilhar comigo algumas das questões tenho todo o gosto em ajudar-te. Podes escrever através do formulário no site ou diretamente para vidacomsentido@aldamo.pt.

A propósito do dia dos namorados

Será que deste uma prenda à pessoa certa?

Eu sei que já passaram alguns dias da loucura do dia dos namorados, que este ano até foi bastante atenuada devido à situação que todos nós vivemos neste momento. Mas não quis deixar de te trazer algumas reflexões sobre esta coisa dos relacionamentos!

Podes estar, neste momento, num relacionamento maravilhoso e equilibrado e achares que este artigo não é para ti. Sugiro-te que leias na mesma, pois pode trazer-te algumas ideias para o tornar ainda mais maravilhoso.
Aliás, este artigo é para qualquer pessoa, quer esteja ou não numa relação. Sabes porquê? – Porque vou falar-te da relação mais importante que tens em toda a tua vida. A MAIS IMPORTANTE DE TODAS!

Sabes qual é?
É essa mesma: a relação que tens contigo própria!

Como é que te estás a tratar?
O que aprendeste em criança sobre o amor?
O que tinhas de fazer em criança para receber amor?
Será que em criança tinhas que competir por amor?

Estas questões dão pano para mangas…
Aprendeste “como se ama” em criança, provavelmente com os teus pais. E, normalmente, quando crescemos é essa mesma “forma de amar” que procuramos, é dessa mesma forma que nos amamos (e também que nos criticamos).
Não se trata de encontrarmos culpados, de todo. Os teus pais fizerem o melhor que sabiam com o conhecimento e consciência que tinham na altura. Mas tu podes ir mais além e construir uma forma de amar mais saudável e está tudo certo.

Há uma pergunta que, desde o dia que a ouvi, tem estado sempre presente dentro de mim.
Há muitos anos, parece quase noutra vida, num curso de preparação para o matrimónio (sim, estava a pensar casar-me pela igreja católica e normalmente fazem-se estes cursos), no meio de muitas coisas que falaram, saltou esta questão: és uma melhor pessoa por estares com ela/ele?
Responde a esta pergunta dentro de ti. E não penses só naquela frase “ele desperta o que de melhor há em mim”, pois muitas vezes o importante é mesmo despertar o que de pior há em nós, para nos confrontarmos com isso e podermos mudar e crescer.
Eu já estive numa relação assim, por isso sei do que te falo!

Na altura não tinha a consciência que tenho hoje, portanto não consegui ver as coisas desta forma. Apenas conseguia ver que estava sempre mal, irritada, frustrada, sentia-me incompreendida e mal-amada. E claro que a culpa não era minha! Por isso, apesar de ainda haver amor, resolvi terminar o relacionamento, pois não gostava de quem via ao espelho…
Agora, depois de estar neste caminho de autodescoberta e desenvolvimento pessoal há já algum tempo, percebo que tudo o que vinha ao de cima eram exatamente todas as sombras que precisa de trabalhar e de aprender a amar. O meu companheiro só me estava a mostrar o que eu precisava de encarar para aprender a amar-me mais.

É importante perceberes que tu és a pessoa mais importante da tua vida, não é o teu companheiro ou companheira, os teus filhos, teus pais ou os teus amigos. TU ÉS A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA TUA VIDA E AQUELA QUE TENS DE AMAR PROFUNDAMENTE ANTES DE TODOS.

Conheces aquela expressão “cara metade”? Dá-nos a ideia de que só vamos ser completas quando encontrarmos alguém!! Mas nós não nascemos às metades. Estás a ver aqueles puzzles de bebés que só têm duas peças e que quando se juntam formam a foto completa? É sempre o que esta expressão me faz lembrar! Mas tu não és nenhuma peça de puzzle, já nasceste com uma imagem linda e completa. Claro que podes juntar-te a outra imagem e fazer uma paisagem mais bonita, mas tu, por ti, já és inteira e completa.

Deixo-te aqui algumas sugestões para trabalhes o teu amor próprio e para aprenderes a reconhecer que és um SER lindo e completo:
👉 Olha para a forma como te tratas, como falas contigo, o que pensas de ti. Será que te tratas como queres que o teu companheiro ou companheira te trate? A maior parte das vezes é a resposta é “Não”…;
👉 Identifica padrões de comportamento, teus e do outro. Revê a tua infância e tenta perceber quem tinha esses mesmos padrões. Se calhar vais ficar surpreendida! Tomar consciência das coisas é meio caminho andado para, a seguir, as conseguires mudar. Lembra-te que só és capaz de mudar aquilo que reconheces;
👉 Pára de olhar para o que os media vendem como sendo “o amor perfeito”. Eu adoro ver comédias românticas e digo-te, aqui que ninguém nos ouve, que quase sempre choro no fim 🤣. Elas servem para aqueles momentos em que preciso de fazer um break e “parar o cérebro” como eu costumo dizer, mas sei que aquilo é um filme, é ficção;- Trabalha o teu amor próprio, a tua autoestima. Lembra-te: tu és a pessoa mais importante da tua vida, aquela que está SEMPRE contigo desde que chegaste a este planeta e até ao momento que o vais deixar;
👉 Rodeia-te de pessoas que que te fazem bem, que têm os valores que queres cultivar na tua vida, pois tu és a média das 5 pessoas com quem mais convives.

Já percebeste a pergunta que fiz no início?!
Que prenda deste a ti mesma no dia em que se comemora o amor?
“Oh… Não dei nenhuma…”. Não faz mal, ainda vais a tempo!

Queres saber a minha?
Uma câmara para começar a gravar vídeos para ti. 😁
Pode não ser muito romântico, mas era mesmo o que eu queria e quando chegou fiquei super feliz!

E tu, o que te vais oferecer? Quero saber!!!